
Cansei. Cansei do meu local e das atitudes do trabalho.
Não me levem a mal. Eu adoro o que faço, adoro as pessoas, os colegas... Mas amo mais ainda quando estou fora do ambiente em que me cerca. Não dá mais. Sou praticamente um mouse humano! Minhas opiniões não importam, tudo é desorganizado e ainda tiveram a pachorra de falar que eu não sei gerir meu próprio tempo quando não consigo entregar com a "agilidade de antes", se eu rebato acham que sou a reclamona.
Engoli, aturei. Parece que, além de ter que aturar gente do meu ciclo social que tira minha paciência, tenho que aturar chororo de trabalho. Se tá achando tão ruim assim, por quê não me demite? Ahhhh, deve ser porque não tem outra tonta pra me substituir, né? Afinal de contas, a IA não deu certo, tem que ter UMA HUMANA no recinto??? Ora ora!
Eis que percebo que, além de não receber o que realmente mereço pelo trabalho, de uns tempos pra cá notamos (no plural mesmo porque não fui só eu que notei. Olha que coisa, depois é a gente que é louca) que caiu venda, caiu produtividade, caiu mais ainda a comunicação. Honestamente? Cansei. Se surgir outra oportunidade? FUIIIIIIII! E se for demitida? Passou a ser esperança.

Parei de ser a profissional excelente. Passei a ser mediana; como sempre fui a vida toda, já que desde nova nunca fui o exemplo da família, nunca fui a melhor da classe, nunca me destaquei em nada.
Caí naquele conto do vigário que "o trabalho digna o homem", "trabalhe com o que gosta e nunca trabalhará um dia na sua vida" e esses papos de coach barato. Realmente, o mal do mundo tem sido esse excesso de produtividade, consumismo e os caralho. Depois de escrever esse post (nota: sei que estou devendo comentários, me perdoem porque gosto de visitar o blog de cada e deixar o comentário resposta por lá e não na minha caixa de comentários), me sinto mais leve e senti a necessidade de desabafar sobre isso.
Por isso que, além das metas de ano novo (do post passado), decidi de uma vez por todas voltar a ter hobbies pra não enlouquecer. Performar cansa demais, pagar de excelente o tempo todo estressa, ser mais uma é um desgaste físico e mental muito grande.
Não sou ingrata, porque lembro de toda minha jornada pra entrar na minha área de formação e, de 90% da minha sala, apenas eu e mais meia dúzia conseguimos entrar no mercado de trabalho em nossas áreas. É, infelizmente, considerado privilégio. Mas de que adianta se esse privilégio tira minha paz também? Há momentos que reflito se não era mais fácil desistir e ir pra qualquer outra coisa. Queria optar pela paz interior de uma vez por todas, mas infelizmente ainda não posso me dar esse luxo.
Enquanto não me aparece outra oportunidade, sigo minha jornada. Não que, se existir a próxima, vai ser diferente e talz... Porém, não imagino mais crescer na carreira neste lugar atualmente.
Prometo que o próximo post será mais feliz ♥
Só queria desabafar e atualizar quem ainda lê este blog.
Até a próxima!
infelizmente acontece. a vida de adulto é um saco mesmo! por isso que eu tenho um lema de "salário mínimo, esforço mínimo". acho que por causa da nossa cultura de "precisa se esforçar para ganhar mais" ficou tão entranhado no nosso sistema, que até mesmo quando entendemos que não é assim que as coisas são, insistimos!
ResponderExcluiré realmente cansativo. espero que fique melhor <3
Hoje foi um dia nostálgico pra mim. Eu já conhecia seu blog desde 2018 por causa do Together e eu coloquei na mente que um dia eu leria seu conteúdo. Antes tarde que nunca. Você não sabe o sorriso que eu dei quando soube que você ainda tinha blog ativo. Sinto muito pelas coisas que rolaram, eu acho que me sinto assim às vezes, só que na área acadêmica. Acho que faz parte de ser adulto virar uma pessoa frustrada com as coisas, parece que a gente percebe que o mundo é meio podre às vezes, e que o capitalismo é pior ainda.
ResponderExcluirVocê não se sente cansada por culpa sua, nem por causa da sua área. Você se sente cansada porque o capitalismo cansa. Produtividade cansa, não ser reconhecido cansa. Não tem nada motivacional nesse comentário, inclusive deveria ter, né? Eu aqui, novo leitor, querendo falar mais do que não sei o quê. Mas sei lá, a blogosfera nos dá essa intimidade até com quem não conhecemos. O que posso dizer é que você não está sozinha nesse sentimento podre.
Espero que fique bem <3
Diário de Obsessões, antigo Diário de uma Otome