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08/03/2018

O dia que minha casa foi invadida por gatinhos


Este conto tem semelhança em 99% com a realidade, porém, algumas situações foram adaptadas.

Sempre adorei cães e gatos, e se pudesse teria os dois. Porém, durante toda minha vida, passei ao lado de cães e em especial, o Dango! Uma misturinha de Vira-lata com Akita Inu. Infelizmente meu melhor amigo de quatro patas deixou este plano em 2015. Me sinto mal com sua ausência e não consigo deixar de lembrar dele toda vez que vejo alguém passeando com cachorro.

Antes desse evento ocorrer, não sabia de uma coisa: o Dango tinha amizade com uma gata. A gata da vizinha. Não sei por quanto tempo eles eram amigos, mas o fato é que o Dango praticamente nunca se incomodou com a presença dela, se não teria latido de forma ensurdecedora. Eu só descobri a amizade quando voltava da faculdade, tomei um "susto" com o Dango deitado e a tal gata do lado dele. Fiquei observando até ele notar e "espantá-la" para cair o fora. Eu dei risada do fato, chegando a contar isso pra minha mãe e pra minha surpresa ela também não sabia. Meus pais nunca gostaram muito de gatos (minha mãe só acha bonitinho, mas não gostaria de ter), principalmente meu pai. Detesta a presença dos bichanos. Nunca soube o motivo.
Só lembro que quando o Dango nos deixou, eu estava limpando a garagem (onde ele mais ficava) e... Não é que a gata veio? Ela parecia procurar por ele e não se assustou com a minha presença. Aparentemente a felina saiu entristecida, ainda mais pelo seu miado, e ainda diziam as más línguas que gatos não tinham sentimentos e que eram traiçoeiros.

Passou o tempo e a gata nunca mais apareceu. Durante sua ausência, minha família descobriu que minha avó estava bastante doente, a ponto de estar em estado vegetativo. Ainda estava correndo com o TCC, então raramente podia visitá-la. Meu pai a levava pro médico de carro  enquanto minha tia (que morava junto com minha avó) trabalhava.
No meio do ano passado, a gata novamente apareceu! Desta vez para infernizar a vida do meu pai, já que a espertinha ficava em cima do carro ou debaixo dele (provavelmente é um lugar quentinho) e toda vez eu só ouvia meu pai gritando e a espantando com vassoura, inclusive cheguei a acordar muitas vezes antes do despertador por causa disso. Além de ficar perambulando pelo carro, a bichinha deixava sujeira e bagunçava as coisas, principalmente derrubando vassouras e mexendo nas plantas. Quem olha de fora pensa que a gata era nossa, mas não, era da vizinha. Aparentemente essa vizinha só tem a gata por ter, pois nunca a vi chamando pelo nome (se é que ela tinha um) e além disso, a mesma tinha um zoológico em casa, tinha muitos cachorros e uma delas deu cria. Pra que despertador se ouço os cachorros latirem como se não houvesse amanhã, não?

Tem uns tempos que ela vem, outros nem tanto assim.
Quando acabei o TCC, a sujeitinha não apareceu mais. Quando o estado de saúde da minha avó piorou, ela voltou a aparecer. Porém, um detalhe me chamou atenção: desta vez ela não ficava apenas em cima do carro do meu pai, mas rodeava pelo carro e ficava sempre de um mesmo lado. No lado do carona ou no carona da frente. Nesse tempo, minha mãe acabou lendo sobre gatos. Não sei o que deu nela, mas ela comentou que leu que gatos filtram as energias negativas do lugar (e da pessoa, dependendo) e se aproxima de lugares ou pessoas com energias positivas, afim de "trocar seu filtro". Achei que era alguma paranoia dela, mas enfim.
Com essa descrição, acabei dando um nome pra gata: Pandora. Sabe o mito da Caixa de Pandora, que é de lá que vem todos os males do mundo? Pois é.


Eu sei que minha avó sempre foi uma pessoa bastante negativa e ingrata, e parte disso atrela a seu passado (regrado de muito bullying pesado na infância e casamento arranjado) que entendo perfeitamente ser desse jeito, porém, meu pai e meus tios todos ficaram do lado dela e mesmo assim ela era ingrata. Tem outras mil tretas envolvidas também, enfim. Quando o estado de saúde dela piorou, parece que Pandora vinha ainda com mais frequência e sentava no mesmo lugar e até no mesmo horário. Lembrei do que minha mãe dizia quando leu um artigo sobre gatos e comecei a acreditar. Cheguei a perguntar pro meu pai se minha avó, quando ele a levava pro médico, sentava no carona e no banco da frente, adivinha? BINGO!
Infelizmente minha avó veio a falecer em Outubro do ano passado. Pandora chegou aparecer mais duas vezes e depois, não a vi mais. Pro alívio do meu pai e pra minha saudade, já que toda vez que abria a janela do quarto, estava ela olhando diretamente pra mim. É uma sensação bem estranha ter um bichano te encarando, mas eu "acenava" de volta.

Vocês acham que acabou? Bem...
Em uma madrugada, comecei a ouvir chorinhos. Chorinho de filhote, sabe? Obviamente, de madrugada estou em sono profundo ou de fone de ouvindo assistindo filmes ou animes, então não liguei tanto assim. Semanas passam e começou uma onda de pulgas. Achei que era por causa da estação ou dos cachorros da vizinha, eis que descubro que... Pandora teve filhotes! E esses filhotes traziam as pulgas pra cá. Preciso falar que meu pai ficou louco (pra não dizer p*to)?
Estou cheia de picada de pulga (e infelizmente fico com a pele manchada), mas a grande questão é: por quê eles estão aqui?
Três deles sempre dão as caras, e como não sei os gêneros, acabei dando nomes "neutros": Ariel, Caramell e Lazuli. Três pentelhinhos que têm me acordado com seus miados, principalmente Caramell que tem o miado mais alto. Honestamente, não sei se a vizinha cuida (embora aparentemente todos estão saudáveis), mas o fato que ela tem tantos bichinhos me revolta um pouco ela não tirar um tempo para dar amor e carinho aos animais, já que 99% das vezes ela (e seus 2 filhos, que devem ter a minha idade) estão em casa.
Meu pai, obviamente, voltou a espantar os bichanos, tanto é que comprou uma pá de coisa para espantar as pulgas. Além disso, me deu bronca várias vezes por eu não espantar os gatinhos, sendo que não olho a janela sempre e muito menos a garagem (fora que não sou nenhuma guardiã, convenhamos).
Tenho uma forma de expulsar muito... Tranquila, digamos assim: eu pego os filhotinhos no flagra e fico encarando eles, mostrando quem é que manda na parada (podem rir de mim, eu deixo)! Acreditem ou não, eles saem de cena e não voltam por um bom tempo. Acho que eles veem que sou de boa, contanto que não façam a festa do abacaxi na minha casa. Botando ordem e limites na criançada, ahahahahaha!

Brincadeiras à parte, desde a morte da minha avó, gatos tem aparecido com uma certa frequência por aqui. Antes Pandora e agora seus filhotes. Sempre me policio ao máximo pra não ser uma pessoa tóxica ou negativa demais, pois isso influencia muito a gente e o ambiente que estamos. Pra muitos é loucura, mas pra mim é algo bem real, sabem? Creio nisso.
Se for ser bem crítica, meu pai é um cara bastante negativo: todo dia uma reclamação, pitaco na vida alheia, fala de desgraça, faz piada chula, etc etc etc. Não sei se esses filhotinhos estão aqui pra ajudar a dar uma limpada na energia daqui, mas pra mim, ajuda muito a aliviar a tensão já que evito grande parte das vezes estar no mesmo lugar que ele, justamente porque parece que vai morrer se não abrir a boca pra falar essas coisas (e me irritar). Enfim.

De início os miados me incomodavam um pouco, depois comecei a acostumar. Porém, depois de um tempo, os gatinhos sumiram. Não ouvi mais miados, choros ou qualquer barulho de travessura. Até estranhei se a vizinha doou os gatinhos, se eles fugiram... Não sei. A real é que não os vi mais, nem quando precisava sair pra comprar pão e eles insistiam em ficar no portão de casa.

Confesso que me bateu uma saudade dos bichanos. É como se, temporariamente, tivesse gatinhos e os mesmos aliviassem a tensão negativa do ar.

30/10/2017

As bruxas estão à solta!

Senta que lá vez textão... Digo! História!


Olar', monstrinhos e bruxas!

Nada como outubro, o mês das bruxas! Muitas doçuras e travessuras! Pra alegrar trouxe mais essa postagem do Together e nem preciso dizer que amei? AMEI!
A Shaninha deixou um roteiro com várias perguntas para criação desta postagem. Na hora que estava montando, senti que precisava tirar as perguntas. Achei melhor como se realmente estivesse contanto uma história e estivéssemos num "flashback". Espero que ela (e nem vocês) não se importe de ter tirado ou que minha postagem não tenha ficado muito confusa. Mas eu respondi todas as perguntas e fui escrevendo conforme. Ó que boa menina eu sou ♥ uwu
Ri com algumas coincidências no decorrer do roteiro.

Ia usar imagens, mas sempre me deparava com fotos do Jeff the Killer e ficava com a imagem o tempo inteiro na minha cabeça, além de outros rostos "humanos" e distorcidos que me incomodam muito. Pensei também que, se alguém tiver muita fobia ou medo, não poderia ler meu post direito. Então, resolvi brincar com os sons e algumas músicas. Acho que foi uma das postagens mais diferentes (e divertidas) que já fiz. Acreditem, em algumas partes senti um medo muito grande, já que tenho mais medo do que não posso ver do que me deparar com algo cara a cara. Engraçado que nos dias que escrevi isso, ouvi barulho de como se fosse alguém querendo entrar, sabe... Toc? Toc? E adivinhem quando? De madrugada, é claro *rindo de nervoso*.

ATENÇÃO! Para entrarem no clima: quando houver players menores (sozinhos ou juntos), ouçam junto ao som anterior e ao mesmo tempo para garantir uma imersão com a história. Não é necessário ouvir todas por inteiro já que peguei algumas músicas e sons mais compridos, mas se puder ouvir durante um bom tempo, melhor!

Sem mais delongas, vamos lá!
Boa imaginação pra vocês.