domingo, 30 de julho de 2017

Por quê eu gosto tanto do clipe "What I've Done" do Linkin Park? (+ bônus)

Acredito que todo mundo ficou sabendo da morte do vocalista da banda Linkin Park, Chester Bennington, certo? Pois é, parte da minha vida durante praticamente 10 anos ele esteve presente. Acompanhei até o último lançamento, Talking To Myself. Por infeliz coincidência, o vídeo dessa música foi lançada no mesmo dia de sua morte.

Fiquei pensando se fazia alguma postagem em homenagem. Não sei, me parecia um pouco "inconveniente" fazer algo assim... No entanto, vi muita gente na blogosfera e no Instagram fazendo postagens a respeito, contando suas angústias e/ou como a voz de Chester influenciou suas vidas para seguirem em frente. Fiquei inspirada e resolvi fazer algo diferente, ainda sim em homenagem, já que Linkin Park é uma das minhas bandas preferidas. Esperei pelo menos uma semana, porque pelo menos, pra mim, já teria caído a ficha de que, infelizmente, Chester não está mais entre nós e poderia escrever com mais calma.

Lembrei que no Facebook participei daquela brincadeira "9 verdades e 1 mentira" e citei "What I've Done, do Linkin Park, é meu clipe preferido". Me perguntaram se era verdade mesmo e... Sim! É verdade! É o meu clipe musical preferido e vou explicar os motivos com mais detalhes.


Vi esse clipe na PlayTV anos atrás e... Cara, fiquei totalmente pirada! Não sabia uma palavra em inglês, muito menos seu significado. No entanto, posso afirmar que foi "amor à primeira vista". Toda vez que passava na TV, assistia sem piscar de tão lindo que achava. Ainda continuo achando lindo, só que atualmente vejo com um olhar mais maduro e até crítico.

Crescemos e muita coisa vai mudando ao nosso redor. Isso é algo natural, não é mesmo? Mas sabe aquela sensação que tem coisas que parecem que não mudam, mesmo que passe uns 5 anos ou mais? É o que sinto quando ouço a música e vejo o clipe, principalmente. Todos nós temos nossa visão de mundo e não vejo nenhum problema nisso... Exceto quando a pessoa acha que SUA VISÃO é a certa, acima de tudo e de todos, tornando um sentimento egoísta. Particularmente, não sou uma pessoa que discute problemas sociais, mesmo sabendo que é preciso, ainda mais nos dias de hoje. Sendo sincera, discuto mais entre amigos e colegas, no cara a cara, pois a internet acaba dando "poder" de forma assustadora e muita coisa foge do controle. Sempre encontro outras formas de dar meus palpites e a música acaba sendo minha grande aliada, até mesmo quando quero ser crítica com alguma coisa.

Com certeza "What I've Done" faz esse papel muito bem, até mesmo com um fundo mais reflexivo para questionarmos os "por quês" de muita coisa errada que acontece até hoje. Toda vez que assistir esse vídeo, vou ter mais certeza de que não estou "cega" de que há muito o que fazer, enquanto houver gente apta a mudar, nem que seja com pequenos atos.
Na minha opinião, o clipe ainda é muito atual! Não precisa muito: abra seu portal de notícias ou assista ao primeiro noticiário na televisão... Vai ter alguma coisa referente a algum frame.
Ainda há guerras (e o pior: ameaça da mesma). Teste de bombas. Ainda vemos desigualdade, gente que tem até demais e gente que tem quase nada. Problemas ambientais. Pessoas poderosas acreditando que para alcançarmos uma sociedade melhor é preciso "eliminar" o outro. É triste pensarmos que ainda muitos problemas que poderiam ser resolvidos, ainda persistem.
As cenas são perfeitamente encaixadas com o ritmo da música, quando o Chester dá seus gritos é justamente quando têm as cenas mais graves, mais tensas e tristes, como se estivesse chamando nossa atenção para os problemas que nós "fingimos que não é conosco", principalmente pessoas correndo perigo e conflitos armados. Em contrapartida, têm as cenas mais humanas, sensíveis e cenas de paisagens, como se mostrasse que apesar de todas as coisas ruins, ainda há vida e esperança quando temos vontade de mudar nossas atitudes e termos mais empatia pelo próximo e saber que ainda há tempo para repensarmos "o que estou fazendo de errado afinal?".
Perceberam no começo do vídeo aquela grama regredindo ao solo? É como se demonstrasse que, enquanto o ser humano for egoísta, não vai mudar nada, só tem de a regredir e, enfim, ficar escasso e sem vida. O chão seco, cheio de rachaduras e... Com o Linkin Park ali, naquele "meio do nada" cantando, como se chamasse nossa atenção para a nossa volta, que ainda podemos reverter qualquer situação. É como se a banda fosse aquela planta, que mesmo num solo seco e sem vida, se esforça a nascer... "Enquanto há vida, há esperança" é o que diriam, mesmo quando as pessoas não têm mais esperança de nada. No final do clipe, perceberam que aquela mesma grama nasceu, progrediu?

Esqueci de dar um aviso: não espere que essa postagem seja uma análise do vídeo (porque eu vou me enrolar muito se for realmente escrever em detalhes, hahahaha), até porque ela pode ser interpretada de muitas maneiras. Depende da sua visão de mundo. Mais do que sentimentos de nossos erros particulares em nossas vidas (incluindo eu, afinal, sou humana também) descrita na música, muitas de nossas atitudes moldam o mundo como vivemos, como indivíduo e como coletivo também. Admito que ainda sou um pouco individualista e pensar como "coletivo" me torra a paciência... É complexo,  com calma a gente vai se resolvendo.

"Ok, Monica! Você falou tanto do clipe e tal... Mas e a música? Também têm a ver com tudo isso que você sente pelo mundo?"
Resposta curta e simples: sim. Veja seus erros e aprenda com eles. Antes de "salvar" o mundo, bancar o herói/heroína, comece por si mesmo. Nada muda do dia pra noite. Tudo é um processo. Tudo na vida tem acertos e erros. Errar é humano, persistir no mesmo erro é burrice.

O fator estético do clipe, fotografia e direção são maravilhosos. Porém, mais do que isso, a mensagem com a música por trás dele é incrível. Ao mesmo tempo que é algo particular de cada um, retrata o ser humano como conjunto. É a junção dessas coisas que faz com que "What I've Done" seja apreciado por mim até hoje. Reflexivo, crítico, particular, transparente e sincero... Não encontrei outro clipe que tenha me prendido tanta atenção e fizesse eu estourar o botão do "replay" inúmeras vezes (acho que metade daquelas visualizações do clipe são minhas, hahahaha).


Será que Chester ficaria feliz em saber que durante 10 anos, assisti um trilhão de vezes esse videoclipe sem enjoar? Queria tanto que ele ouvisse de mim que, com seus "gritos", ele influenciou meu modo de pensar sobre o mundo e sobre mim mesma... Que ele soubesse que todas as minhas indignações eram "resumidas" nesta canção e não só esta, como em todas as outras.

Onde quer que esteja nesse momento... OBRIGADA por ter existido! Triste por você ter sofrido e partido desta maneira, mas feliz que grande parte da minha vida você esteve presente de alguma forma, não só da minha, mas de toda uma geração. Descanse em paz.



BÔNUS


Antigamente, meus jovens *falou a velha*, pequena Monica ia sempre numa loja ou seção de música do hipermercado com seus pais para ver CDs (amava ver as capas, os encartes e essas coisas). Em uma dessas idas, em 2004, ouvi Numb pela primeira vez. O som era legal, mas até então não era tão ligada em bandas, gostava mesmo da música. No entanto, em 2007, vi o clipe da mesma tocando na MTV (ou na Mix TV, um desses dois) e fiquei fascinada ao ver a imagem do vocalista (aka: Chester) cantando, já que até então só sabia da existência de sua voz (e que voz, hein?). E queria mais! Só sabia o nome das músicas que tocava nas rádios, então, mesmo com net discada, fui atrás de mais. Era muito comum eu ver AMVs de anime ou game. Quando tocava LP ficava felizona, ainda mais uma música que não era tão famosa. Assistia bastante PlayTV também, e todo programa do "Vale 10" torcia pra banda aparecer em alguma posição, não importava o clipe que fosse.

Não vou me estender muito (até porque o post não é sobre isso, mas quem sabe no futuro não prepare alguma coisa relacionado à músicos que eu gosto muito?), mas basicamente foi assim... E seu som me seguiu até hoje.

Pra não ficar só nesse clima de "vazio no coração", resolvi trazer uns fatos engraçadinhos pra vocês darem risada ou me julgarem muito (maneirem, por favor u_ú). Todas elas envolvem o Linkin Park de alguma forma.

• Quando era mais ~hard otaku~, achava que deveria só ouvir música japonesa ou abertura de anime. Ouvia Linkin Park escondida, com receio de alguém falar "nossa, você nem é otaku". Boba, né? Levei no sentido literal quando vi essas comunidades de "como ser otaku" no Orkut;

• Sempre faço a piada do Link In Park (Link... Zelda... Link no Park, AHAHAHAHAHA -n);

• Toda vez que eu vejo essa camiseta do Rin, vejo o símbolo da banda. Foi a primeira coisa que associei e... Pelo visto só eu mesma;

• Se tiver algum dia uma adaptação (decente) do livro "Trono de Vidro", fico torcendo pra ter Castle of Glass como música de fundo. POR FAVOR, NUNCA PEDI NADA!!!!;

• Assisto ao Rolê Gourmet e fico "o Tavião é o Mike Shinoda e o PC é o Chester Bennington" (uma vez comentei no twitter e recebi uns likes não quer dizer nada, maaaaaaaaaaas... RISOS);

• Faço um remix de imagens entre o clipe oficial de Runaway e um AMV de Final Fantasy que tinha essa música de fundo (infelizmente não achei o vídeo, acho que tiraram do ar). Não consigo desvincular uma da outra;

• O Chester tinha seu charme, já tive um pequeno crush nele. HAUHUHUAHSUAHSUA 8D *rindo de nervosa*

Acho que por hoje é só.
Fiquem bem e até a próxima ~

Um comentário:

  1. Só passei pra dizer: QUEM NÃO TEVE CRUSH NO CHAZ????
    Eu tinha trocentas fotos dele no pc lá pelos anos 2000 :<<<

    (Eu super vi o símbolo da banda naquela camiseta, embora se você não tivesse comentado, provavelmente não -qqq)

    Rolê Gourmet, não assisto, MAS FEZ TODO O SENTIDO SIM!

    E bom, sobre o clipe... eu nunca fui muuuuito de ver clipes, mas eu sempre adorei What I've Done. Acho intensa, acho atual, acho maravilhosa, e gosto dessa visão que você passou do mv. Quero acreditar que eles conseguiram atingir alguém com essa mensagem sim :>

    Beijos Monnie!

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