Já adiei tantas vezes essa postagem, então, talvez algumas informações estejam um tiquinho desatualizadas, mas ainda sim atual. Segue o post.

Há muito tempo já queria escrever essa postagem, mas não sabia como fazê-lo. Adiei, adiei, adiei... Mas tem horas que temos que enfrentá-lo, não?
Não faz muito tempo que ouço falar da "Síndrome do Impostor". A principio eu tinha achado que era só um nome mais bonito para enfatizar a insegurança (que na verdade nem tá tão errado assim).
Estava lembrando dos tempos que ia no psicólogo. Já não o frequento há mais de 6 anos, aproximadamente, e fico lembrando das conversas que tive com o meu. Toda vez comentava que tinha receio de não ser boa o suficiente. Cometia deslizes (que às vezes, pros olhos de outras "não era nada demais") e me desculpava muito por qualquer coisa ou ficava calada achando que eu ia piorar mais ainda a situação, mesmo na segurança de fazer o que seria o certo, achando que as pessoas me odiariam por isso e entrava em "pânico" pensando que os outros me achariam uma farsa e que não era nada daquilo que me rotulava ou que pensavam que seria.
Já fiz muita coisa escondida e nunca postei ou sequer comentei nas redes sociais ou com as pessoas. Quando pensava em postar, eu desistia pois achava que iam dar "like" por educação. Me sentia enganando as pessoas, mesmo que não estivesse enganando ninguém (aliás, por quê faria isso?). Olhando pelo meu Instagram, Twitter ou outras redes que posto uma coisa ou outra, sempre tem coisas que faço e falo... É bizarro dizer que nunca me senti o suficiente, mesmo com todas aquelas coisas que falo ou posto? Mesmo as pessoas falando "poxa, seu trampo é muito legal! Larga a mão de achar que tá tudo errado". Ás vezes, antes mesmo de tentar, desistia.
Sempre fiz muito mais que aquilo que mostrava nas redes sociais, mas e a coragem de mostrar? E o medo de me acharem arrogante ou exibida? De achar que vou ser exposta como "olha lá a impostora, nem é tudo isso"?
Durante anos e até hoje, vivo me trancando, vivendo na sombra dos meus amigos e nas asas de meus pais. Sabia que era errado e que aquilo não tava me fazendo bem, mesmo sendo "confortável" ("zona de conforto", já ouviu falar?). Sempre tive esse sentimento, durante anos, com medo e cancelava compromissos por achar que se eu falasse das minhas conquistas ou até mesmo das derrotas, alguém iria falar que era mentira ou até mesmo ter receio que quando saísse com eles, tudo iria dar errado.
Não tenho depressão. Não tenho nenhuma doença crônica. Não tenho problemas para dormir. Mas durante anos, nunca notei que me autossabotei muitas vezes, prejudicando à mim mesma, perdendo tempo com coisas que nunca me fariam de fato feliz e descobrir, no fundo das minhas memórias, que a tal Síndrome do Impostor (que nem acho que tenho, mas parece ser um fantasma que tá na minha cola), NUNCA notei que ela estava lá. Perdi muitas amizades, não acreditava nos elogios verdadeiros, larguei hobbys que poderiam me fazer bem por achar que não era boa o suficiente, procurava culpados que nunca existiram afim de acobertar minha insegurança sobre as coisas. Lá estava ela ali, novamente, batendo na minha porta e fingindo que ela sequer existe, mas insiste em entrar.
Quando fui ao dentista, reencontrei meu psicólogo (o consultório dele era no mesmo lugar). Batemos um papo rápido e acabei comentando que, vez ou outra, ainda me sentia uma pessoa insegura, porém, tava bem melhor que na minha época de escola. O melhor conselho que ele me deu (e talvez nem se recorde mais) foi algo mais ou menos assim: "no fim, ninguém sabe o que está fazendo de fato. A gente só vai e faz. Quem te julga ou te rebaixa, nunca tentou fazer o que você faz. Faça o que gosta!". Parece que tudo começou a fazer mais sentido e acabei relembrando de outras conversas nossas, que quando mais nova, não entendia um A, mas que absorvia aquilo. Hoje, mais velha, comecei a entender e agora as peças finalmente estão se encaixando.
De forma alguma estou romanceando e muito menos achando que isso deveria ser comum ou que seja uma forma de você dar alguma desculpa esfarrapada. Não! Jamais!
Então, através desse post, depois de um longo tempo tentando escrever de forma decente (acho que nunca vai ficar decente, sendo honesta) e adiando muito (tava acumulando poeira essa postagem) vim pedir desculpas a (qualquer um de) vocês, e desculpas à eu mesma por me sabotar tanto nesses anos todos. Estou me esforçando pra deixar essa minha autossabotagem por ser insegura assim ir embora. Estou me esforçando para que ela não seja mais uma pedra no meu sapato e ser só aquele sentimento rápido de "nossa, será que vai dar bom? ...Ahhh, desencana!".
Me desculpe, pessoal.
Me desculpe, amigos.
Me desculpe, Monica.
Ai, eu nem sei o que dizer. Acho que toda a gente passa por isso alguma vez na vida, aquela sensação incómoda que você referenciou ao longo do post. Eu confesso que sofro bastante com isso... Estou a tentar ignorar e deixar para lá, continuando o caminho. Mas às vezes não consigo.
ResponderExcluirÉ um processo longo. Fico feliz pelo seu progresso! Espero um dia conseguir ultrapassar grande parte das minhas inseguranças, ou simplesmente dominá-las de modo a que não me dominem.
Beijinhos e tudo de bom ♥ Ani
Oiee Moh!
ResponderExcluirSeu caso lembra muito de uma colega que estudei na faculdade, aquela pessoa que tem put@ de um dom e só que nunca acreditava no potencial dela, ela meio que começou a perceber e ter essa confiança por si, quando fizemos um trabalho e mostramos desenho dela para uma ilustradora bem ferrada na área, e ela ganhou muitos elogios fazendo com que ela perceber é uma pessoa incrível, e sim, acredito que todos nos temos esse lado incrível que talvez não podemos enxergar, mas com certeza vai ter uma ocasião que faz perceber isso um dia.
E fico muito feliz que vc está se auto-conhecendo, tendo seu amor próprio ♥
Não precisa pedir desculpa não poxa kkkkk
Kiss