22/04/2018

Neste computador, só eu!

Hello, seres deste e de outros universos! Como vão vocês?

Não vou me alongar muito (e não pretendo) no momento (vide post anterior), mas vim trazer mais uma postagenzinha do Together. Desta vez era pra escolher um trio de palavras e, com isso, fazer um poema, uma crônica, one-shot... O que nossa imaginação permitir! Eu sou de escrever muito, então, fazer pequenas crônicas têm me ajudado demais a soltar minha imaginação. Elas não são maravilhooooosas, mas tô pegando no tranco ainda, inclusive tem a minha tag "crônicas com café" que é justamente dedicado a isso.
Escolhi esse trio de palavras: Cadeiras - Computador - Criança. Elas não precisam aparecer na ordem, simplesmente precisam aparecer e é isso.

Avisando de antemão que o texto tá suave na nave, logo, nenhum tema pesado está sendo abordado por aqui.
Não sei o que pode sair, mas vamos lá ♥


Não aguento mais festas aqui em casa. Não sei porquê raios ainda insistem em chamar gente que sequer conheço e finge me conhecer. Não aguento mais esse mundo do faz de conta. Não sei se posso dizer infeliz ou felizmente que temos que conviver com quem a gente não escolheu viver. Isso não é pra mim e nem deveria ser. Se tem gente que pensa como eu, olha, estamos juntos nessa...

Acabou outro domingo. Acabou-se outro "churrasco em família". Meu pai liga a TV pra assistir aqueles programas típicos de domingo; Minha mãe se prepara para dormir; Meu irmão arruma as coisas da faculdade dele; Eu? Arrumo as cadeiras que não deixaram no lugar, a mesa cheia de sobras, os copos com sucos e refrigerantes pela metade. Algumas coisas dou pro cachorro comer, outras eu apenas jogo na pia. Lavo com cuidado cada um dos talheres e pratos, afinal, não é porque veio uma cambada de gente comer na nossa casa que vou fazer desfeito com nossos próprios utensílios, não? Acredita que até a colher de quando eu era criança foi usado pra colocar mais açúcar no suco? Quem é tão formiga assim?

Agora respiro fundo, depois de reclamar mentalmente. Dou "boa noite" à todos, mas a verdade é que eu vou "começar" meu dia. Entro no meu quarto e coloco meu celular pra me acordar daqui umas três horas, afinal, mereço descansar depois de mais um dia, que pra mim, desperdiçado.

O despertador toca. É madrugada ainda e vejo poucas luzes da cidade ainda acesas. Ligo a luminária da minha mesa e ligo o meu computador. Vejo um wallpaper lindo de galáxia ao fundo e meus poucos icons. Tudo personalizado por mim, é um alívio ver aquela tela. Abro meus emails e os respondo. Aproveito o silêncio da cidade e abro as janelas. Ouço o som de poucos carros passando na rua, um cheiro de "manhã" e uma leve brisa. Como é bom trabalhar assim, aproveito e adianto alguns trabalhos do dia... Dou pequenas pausas para olhar aquele céu levemente amanhecido

Cochilo.

O celular desperta novamente e são seis da manhã. Uma terça-feira. Desligo meu computador. Lavo meu rosto, penteio o cabelo, coloco minha melhor roupa, passo um batom. Tomo um café rápido e saio antes de todos da casa despertarem. Uma vida normal, com amigos e uma chefe pra aturar. Confesso que não aguento esse tédio de sempre.
Retorno pra casa.

Ligo meu computador de novo, enquanto baixo uns arquivos, resolvo tomar um banho. Volto pro computador. Afinal, o que raios eu fico tanto por ali? Acho que ali tem parte da minha vida. Se é real ou não, cabe à imaginação de cada um, mas pra mim, é uma rota de fuga dessa vida tão simples e tão "sem graça" que é a minha. Aqueles icons, pixels e tudo mais me parece tão mais aconchegante... Tão mais meu mundo. O barulho dos cliques são menos irritante do que o barulho das cadeiras do churrasco de família, ninguém precisa bagunçar minha louça com talheres sujos e nem ouvir barulho das crianças gritando. Me conecto com o mundo, desconecto da vida real tão monótona. Neste computador, só eu!


 

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3 comentários

  1. Olá Moh,
    Me deu um aconchego ler essa sua crônica, não só pela pequena identificação com o personagem em si, mas também pelo fato de eu ter imaginado como seria morar com vista para a cidade, deve ser fantástico pelo menos a noite, ver como ela fica iluminada...

    Abraços,
    antique faerie

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  2. Oiee Moh!

    Que texto maravilhoso, passou a imagem na cabeça que aquele típico ambiente que nos gostamos, acho que ficar no computador acabou virando zona de conforto, sem ele não conseguimos viver ♥

    Kiss
    Tsuki no Shita

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  3. Ooi, minha primeira vez por aqui.
    Nossa eu adorei seu texto e meio que me identifiquei com ele.
    "[...] Tão mais meu mundo. O barulho dos cliques são menos irritante do que o barulho das cadeiras do churrasco de família, ninguém precisa bagunçar minha louça com talheres sujos e nem ouvir barulho das crianças gritando."
    Simplesmente maravilho ^^
    Espero ler mais crônicas suas, bjss
    Drawing a Draw

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